APRENDER A CONVIVER E A FAZER JUNTO

Aprender a conviver, desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências - realizar projetos comuns e prepararse para gerenciar conflitos - no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz. (DELORS, p. 29, 2010)

3º pilar da educação: Aprender a conviver e a fazer junto

O ser humano nasce num ambiente sociocultural e aprende de sua própria experiência e de suas relações com os demais, criando sua própria rede de relações no meio em que vive, ao longo da vida. 

Conviver com outros é fundamental para seu desenvolvimento, num processo continuado em que experimenta, acerta, erra, seleciona, gerencia, adapta-se, reorganiza e ressignifica informações, experiências, construindo conhecimentos novos. 

Nessas trocas interpessoais precisa conhecer e compreender os outros e a si mesmo, trabalhar dificuldades e tensões, lidar com opiniões e modos de percepção e atuação diferentes, possiblidades e limitações, vivenciar riscos e desafios, criar novas condições.

Desenvolver empatia contribui para conhecer-se melhor, desenvolver flexibilidade nas relações e exercitar tolerância, respeito à diversidade, gerenciar possíveis conflitos e praticar colaboração e co-operação, no aprender e no fazer individual e coletivo, como cidadãos proativos, autônomos, criativos, inovadores e socialmente engajados na construção do bem estar para todos. 

Como as possibilidades digitais podem contribuir para modificar ambientes, concepções e práticas em prol de novas habilidades e competências de convivência saudável e ética? 

 Em que essas concepções influem sobre seu comportamento como aprendente e futuro ensinante? 

Se a educação é responsabilidade de todos, relacione conhecer, fazer, aprender a conviver e ensinar - como avançar?

Resumo do grupo Aprender a conviver - Turma B 

Que tal assistir ao vídeo de Rubem Alves - Aprendendo a conviver ?


Turma A
Andreia, Maria Paula, Thiago, Gabriel e Géssica

Para corroborar como as possibilidades digitais podem contribuir para modificar ambientes, concepções e práticas em prol de novas habilidades e competências de convivência saudável e ética, podemos tomar como exemplo o sistema educacional da Finlândia, melhor do mundo no quesito educação. No vídeo abaixo podemos ver algumas das tendências para o futuro da educação já aplicadas: cultura maker, o protagonismo, empoderamento e engajamento do aluno, a educação feliz e saudável, etc.

Refletindo acerca do vídeo sobre "Aprender a Conviver", de Rubem Alves, o vídeo sobre o Sistema Educacional Finlandês e o trecho "Aprender a conviver, desenvolvendo a compreensão do outro e a percepção das interdependências - realizar projetos comuns e preparar-se para gerenciar conflitos - no respeito pelos valores do pluralismo, da compreensão mútua e da paz", pode-se ver no vídeo sobre a Finlândia, o convívio é de suma importância para o desenvolvimento do ser humano, faz parte do processo de aprendizagem. Ao ser questionado por considerar o dever de casa obsoleto, o diretor da escola secundária explica que os alunnos têm muito o que fazer após o período de aulas na escola, exemplifica que eles precisam passar tempo juntos, passar tempo com as suas famílias. Um ponto a ser ressaltado é que as crianças finlandesas passam mais tempo com suas famílias, pois lá a jornada de trabalho é menor, as pessoas entram por volta de 8h e saem entre 15-16h, então os pais têm tempo para estarem com seus filhos e os educarem, ao contrário do Brasil, onde alguns alunos veem mais seus professores do que seus pais.

Como Rubem Alves fala, mas no vídeo de aprender a ser, sobre o falar manso, o olhar manso, é imprescindível no desenvolvimento, "é impossível aprender com medo" diz ele, mas é isso que temos, medo, medo os professores, medo das notas, medo de tirar nota baixa e sermos chacota para os colegas, o professor pegar no pé, os pais colocarem de castigo, a prova perde o sentido, que ao meu ver, é verificar onde o aluno tem mais dificuldade e trabalhar de uma forma melhor para que ele possa aprender, entender e compreender. No vídeo sobre aprender a conviver ele fala sobre o respeito do professor para com o aluno, na Universidade, na área de computação, vejo muitos professores que não querem ensinar direito os alunos, como se os alunos fossem seus concorrentes, há turmas em que mais de 60% da turma é reprovada, será que isso é culpa única e exclusivamente dos alunos? É necessário que alunos e professores aprendam a conviver e se respeitarem um ao outro.

Vemos um grande foco no protagonismo do aluno em todas essas discussões, principalmente quando Ruben Alves fala do papel do professor, pois é necessário que o aluno saiba da sua importância no processo de aprendizagem e que o professor reconheça isso e saiba ouvi-lo, valorizando suas opiniões. Esses novos processos de aprendizagem podem desenvolver novas habilidades e competências de convivência saudável e ética. Acreditamos, a partir de todo material visto até agora, que o aprendiz aprende a conviver quando é incluído no processo social como sujeito ativo.

Como aprendente, a convivência entre aluno e professor é primordial para um bom relacionamento. Acreditamos que a boa convivência tráz maior fluidez para o ensino, ou seja, uma maior empatia com o professor implica diretamente em uma maior facilidade de aprendizagem de uma matéria, entre outros benefícios. Porém, há casos em que mesmo o professor tendo uma boa relação com aluno não há uma empatia entre os dois, atrapalhando o processo de ensino-aprendizagem.

O vídeo acima demonstra em poucas palavras a importância do afeto entre aluno e professor. Acreditamos, que cultivando o afeto dos alunos ficaria mais fácil ensinar qualquer coisa: a famosa empatia que quebra algumas barreiras. Porém, é importante não confundir empatia com aspectos pessoais como a substituição do papel da família ou facilitar em provas, é prestar a atenção necessária nas necessidades de aprendizagem do aluno.

O processo de ensino envolve diretamente um ou mais indivíduos e é no mínimo uma relação bilateral portanto o convívio é extremamente importante. O conhecimento é difundido de várias formas, podemos aprender sozinhos sobre algo que nos interessa e em quase toda a parte alcançaremos esse objetivo aprendendo, por exemplo, pelo convívio em um determinado ambiente ou com alguém que se dispôs a ensinar de alguma forma para nós. Logo, para avançarmos, todos os fatores precisam estar ligados: conhecer, fazer, aprender a conviver e ensinar.