TURMA A - CRITICA À PERSONALIZAÇÃO DO ENSINO

Analise crítica da personalização do ensino

- Qual a diferença entre Personalização e individualização do ensino? Responder a esta pergunta é fundamental para saber qual é o nosso objeto de estudo.  

Vamos responder com informações * publicadas originalmente no site Portal Aprendiz por GOMES, Patricia.  Diferenciar, individualizar e personalizar o ensino, 2012, disponível em: https://portal.aprendiz.uol.com.br/arquivo/2012/08/23/diferenciar-individualizar-e-personalizar-o-ensino/  . 

Nesse artigo, a autora apresenta a contribuição de Barbara Bray e Kathleen McClashey, pesquisadoras norte-americanas  que têm larga experiência no uso de tecnologias educacionais, a saber:

Individualização do ensino

Começa com a necessidade específica de um aluno dentro de um grupo. O professor é capaz de identificá-la e, a partir dela, propor atividades que façam sentido para aquele aluno. Tecnologias e atenção do docente são voltadas para uma necessidade de uma pessoa. As avaliações do aprendizado tentam medir se, com todos os recursos investidos, o aluno aprendeu ou não. "Aqui, o professor dirige o aluno, que é dependente",diz Kathleen McClashey [Personalize Learning https://www.personalizelearning.com/p/about.html ]

Diferenciação

Já a diferenciação parte de um grupo de alunos com objetivos em comum. As atividades são voltadas a satisfazer as expectativas de cada grupo e, portanto, o professor terá em sala times de estudantes envolvidos em tarefas diferentes, que ele concebeu e orientou. Neste tipo de aprendizagem, é preciso construir uma relação de confiança entre as partes, para que o professor possa exercer sua liderança com o apoio dos alunos. A avaliação aqui é usada para facilitar a aprendizagem, uma vez que os feedbacks dados pelos professores ajudam os alunos a avançarem na construção do conhecimento.

Personalização

Nesta abordagem, o processo começa com um aluno, suas habilidades, sonhos e dificuldades. Ele reconhece, em sala, colegas com interesses, paixões e aspirações semelhantes e tem autonomia para fazer o design de seu aprendizado: escolhe o que estudar, de que forma, com que ferramentas e com qual grupo. No ensino personalizado, as habilidades e competências dos estudantes são valorizadas. Por isso, as avaliações são baseadas naquilo que o aluno domina e o aluno pode ser convidado a expressar o que sabe por meio de um portfólio. "O professor é apenas um facilitador e o aluno é mais responsável pelo que aprende", diz Barbara.Parece difícil preparar um ambiente de educação personalizada em sala de aula? A dupla preparou um passo a passo, em inglês, para ajudar o professor interessado em promover a personalização do ensino. As educadoras também organizaram um blog em que discutem o tema com pessoas de todo o mundo. (Barbara Bray , in Personalize Learning,  https://www.personalizelearning.com/p/about.html  )

Alunos: Anna Cunha, Danilo Alves, Felipe Garcia

Raiane Santana da Silva-"Fiquei um tanto confusa sobre o termo "personalização do ensino", pois acabei confundindo-o com "individualização". Com isso, fui pesquisar a diferença entre os termos e descobri que na individualização o professor, ao perceber que determinado aluno possui necessidades diferentes, faz a adaptação de conteúdo e forma para atendê-lo. Já a personalização parte do princípio autônomo do aluno, em que ele próprio escolhe o quê, como e com quem estudar. Sendo o professor um colaborador neste processo."

A padronização da escola é um dos fatores do fracasso escolar. A personalização do ensino vem como uma resposta a este fenômeno. Sem deixar de levar em consideração os parâmetros curriculares os professores e alunos ganham flexibilidade e tempo no processo de ensino/aprendizagem. A personalização faz do aluno um ator do seu processo já que ele vai poder escolher o que, onde e como quer aprender, aumentando assim seu interesse e o engajamento. 

A personalização do ensino pode ocorrer, como explica o vídeo das 10 tendências o a través do empreendedorismo e do Culture Maker. 

Apolonio Santiago - O estímulo ao empreendedorismo possibilita desde cedo ao aluno explorar a capacidade de inovar e trazer a atenção de outros para aquilo que pode construir. Daí a necessidade do apoio dos professores e a família, pois aqui pensamos tanto na educação básica, fundamental e adulta. E em cada uma dessas fases é possível perceber que o indivíduo esta a todo mundo interagindo com mundo social as mídias e todas essas tecnologias que surgem a todo momento. E dentro desse contexto de tecnologia a "cultura maker" permite esse despertar para que o aluno começa o mais rápido possível a colocar em prática e daí surge tanta inovação, pois os limites são superados naturalmente passo a passo. 

Felipe Garcia da Costa - Tanto o estímulo ao empreendedorismo quanto o trabalho em grupos citados tem relação com a ideia de empoderamento do vídeo que é muito importante para dar o poder ao aluno e principalmente aos grupos, poder este que é importante para o desenvolvimento dos interesses, responsabilidades e escolhas, possibilitando assim um maior desenvolvimento à criatividade e à imaginação, fatores que impulsionam, entre vários outros fatores, o processo de ensino e aprendizagem.

A gamificação é outra solução para a personificação como explica Danilo Alves Xavier:

A gamificação envolve também outras tendências. A exemplo, no conceito Power Pupils, o estudante realiza seu processo conforme suas escolhas. O mestre tem o papel de técnico (couching) que engaja o aluno na conquista de seus objetivos. É uma característica presente em jogos de equipe, onde o desenvolvimento de liderança e a cooperação são necessários para a evolução dos níveis. A personalização torna-se então algo inerente ao processo de desenvolvimento. 

As ferramentas tecnológicas permeiam a personalização já que auxiliam na individualização para garantir a personalização necessária. 

Personalização na EAD ou a EAD como ferramenta de personalização?