Cibercultura e Sociedade

A sociedade em que vivemos, denominada como sociedade da informação, do conhecimento, da aprendizagem, modifica a vida dos cidadãos em inúmeros planos, assim como os cenários, os meios de produção, o que repercute sobre os processos de aprender e de ensinar com tecnologias. Tais cenários são continuamente alterados e reconfigurados pela acelerada evolução tecnológica, o que faz com que não haja propostas únicas para todos nem é desejável que se atenda a todos da mesma maneira. Assim, qualquer proposta de formação dos cidadãos reveste-se de inquietudes trazidas pelos matizes e incertezas das novas e complexas possibilidades da cibercultura. Assim, propomos algumas reflexões:

As tecnologias afetam a produção, a energia, as comunicações, o comércio, o transporte, o trabalho, a família, assim como nossa maneira de viver, de trabalhar, de aprender, de nos comunicar, de sistematizar o que conhecemos e todas as atividades relacionadas com a educação e a formação; a informação não é estática, está acessível em múltiplos lugares (open learning) e pode ser obtida de forma gratuita por meio de enlaces virtuais (hiperlinks); a informação está organizada em várias linguagens de comunicação e de múltiplas formas: escrita, sonora, audiovisual, multimidiática. Como pensar ensino e aprendizagem nesse cenário? Como estruturar a docência preservando o protagonismo e a condição ativa do aprendiz e, ao mesmo tempo, proporcionar-lhe experiências significativas? (FIORENTINI, 2010, p. 139).

(...) Tais cenários socioculturais requerem novos perfis pessoais e profissionais, processos contínuos de aprendizagem ao longo da vida (lifelong learning), num desafio constante e crescente aos educadores e aos sistemas formativos, pela introdução de importantes possibilidades de interação, intercâmbio de ideias e materiais, entre alunos e professores, entre alunos e dos professores entre si, entre alunos e a instituição de ensino superior.

A formação de comunidades cooperativas de trabalho e aprendizagem em rede, presenciais e/ou virtuais, fica favorecida e elas podem influir sobre o aprender e se disseminar na sociedade, incorporando novos participantes, reflexões e contribuições.(FIORENTINI, 2010, p. 140).

(...) Há uma força pedagógica imbricada nesse contexto social de aprendizagem que pode apoiar a argumentação, aplicação, construção de conhecimentos entre indivíduos que se aproximam por meio de atributos e/ou critérios distintos (FIORENTINI, 2010, p. 144).

Até que ponto já convivemos com esses novos cenários nos locais em que vivemos e trabalhamos, em nossas instituições de ensino?
E como os estamos considerando na oferta de formação para os cidadãos?